Gerenciamento de Redes de Computadores

julho 21, 2010

Atualmente não nos vemos sem internet, e-mails, redes sociais, comércio eletrônico, ensino a distância, notícias, e diversos outros serviços fazem parte do nosso dia a dia. Por esta estrutura ser tão natural, acabamos nos esquecendo da estrutura complexa por trás disto tudo. Peças de hardware e software estão interagindo  através de diversos protocolos, possibilitando o funcionamento desta grande rede.

Devido a tamanha infraestrutura é facil imaginar que aconteçam problemas, dispositivos apresentarem defeitos, elementos da rede serem mal configurados, gargalos em alguns nós da rede. Todas essas situações, e outras mais, podem ocasionar indisponibilidade de serviços que gerarão diversos transtornos a quem os utilizam. Então, para reagir a estes contratempos, ou melhor, evitá-los surge a necessidade de um gerenciamento de redes que Saydam defini da seguinte forma:

Gerenciamento de rede inclui o oferecimento, a integração e a coordenação de elementos de hardware, software e humanos, para monitorar, testar, consultar, analisar, avaliar e controlar os recursos da rede, e de elementos, para satisfazer às exigências operacionais, de desempenho e de qualidade de serviço em tempo real a um custo razoável

Para se realizar uma boa gerência destes recursos é necessário que o administrador da rede possua boas ferramentas, possibilitando a:

  • Detecção de falha em uma placa de interface em um hospedeiro ou roteador;
  • Monitoração de hospedeiro;
  • Monitoração de tráfego para auxiliar o oferecimento de recurso;
  • Detecção de mudanças rápidas em tabelas de roteamento;
  • Monitoração de acordo de nível de serviços (SLA);
  • Detecção de intrusos.

Buscando a criação de um modelo de gerenciamento de rede a ISO definiu 5 áreas de gerenciamento de rede:

  • Gerenciamento de desempenho: que tem como intuito quantificar, medir, informar, analisar e controlar o desempenho de diferentes componentes da rede;
  • Gerenciamento de falhas: registra, detecta e reage as condições de falha da rede;
  • Gerenciamento de configuração: permite que o administrador da rede saiba quais dispositivos fazem parte da rede administrada e quais são suas configurações de hardware e software;
  • Gerenciamento de contabilidade: permite especificar, registrar e controlar o acesso de usuários e dispositivos aos recursos da rede
  • Gerenciamento de segurança: controla o acesso aos recursos da rede de acordo com alguma política definida.

Para possibilitar o gerenciamento dos recursos de rede é necessário uma infraestrutura. Essa é composta por três componentes, a entidade gerenciadora, o dispositivo gerenciado e o protocolo de gerenciamento. A entidade gerenciadora é o centro do gerenciamento, ela faz a coleta, o processamento, a análise e/ou a apresentação das informações de gerenciamento. O dispositivo gerenciado é um equipamento de rede que está sendo monitorado pela entidade gerenciadora. Dentro destes encontramos os objetos gerenciados e um agente de gerenciamento de rede, o primeiro são os componentes de hardware propriamente ditos que são monitorados, o segundo é quem se comunica realmente com a entidade gerenciadora e executa as ações determinadas por elas. Por último temos o protocolo de gerenciamento que é quem permite que haja a comunicação entre a entidade gereciadora e o agente de gerenciamento.

Resumindo o parágrafo acima, temos que: a entidade gerenciadora monitora o dispositivo gerenciado, que é composto por objetos gerenciados, utilizando agentes de gerenciamento através de um protocolo de gerenciamento de rede.

Neste artigo, conhecemos um pouco sobre o que é um gerenciamento de redes, quais as características que possui e como sua infraestrutura está organizada. Espero ter clareado um pouco este universo chamado gerenciamento de rede que é bem mais complexo do que isto.

Até mais!

Referências

KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de computadores e a internet: uma abordagem top-down. 3ª ed. São Paulo

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Utilização da Gestão do Conhecimento nas Metodologias Ageis para Melhoria da Qualidade de Software

julho 5, 2010

Um dia Steve Jobs disse: Não se liga os pontos olhando para frente, mas sim, olhando para trás.

Hoje, com a construção deste trabalho, entendo muito bem o significado dessa frase. Desde do início da minha vida universitária, venho falando e apresentando trabalhos sobre gestão do conhecimento, Web 2.0, depois metodologias ágeis e colaboração. Agora, depois de três anos e meio de curso, observo como a interação entre estes quatro pontos formam uma interessante linha para a melhoria da qualidade de software, demonstrada neste pequeno artigo.

Muito ainda se pode falar e fazer com este tema, e quem sabe mais a frente, aqui nesse blog, apareçam mais artigos que complementem este.

Até mais… Ah, queria agradecer a Diego Armando e Roberto Pizzi que sempre estão fazendo trabalhos comigo, com aquele bom e velho espírito de equipe.

Resumo

As metodologias ágeis vieram com a proposta de flexibilizar a alegadamente engessada metodologia de desenvolvimento de software tradicional, focando nos indivíduos em detrimento de demasiados registros. Isso cria, e com razão, a ideia de que as metodologias ágeis não capturam o conhecimento gerado, fator imprescindível à qualidade do software. Iniciativas nesse sentido, como a XP (eXtreme Programming), vêm ganhando espaço em cenários marcados por estarem voltados quase inteiramente aos clientes. Este trabalho procura preencher essa lacuna com a utilização da Gestão do Conhecimento, disciplina que está em crescimento. Esta disciplina tem como objeto de estudo técnicas de obtenção, armazenamento e distribuição de conhecimento, o que tende a funcionar suprindo a suposta deficiência das metodologias ágeis, que não burocratizam a maioria das formalidades. Como ferramentas para auxílio nesse esforço, este trabalho ilustra a utilização da Web 2.0, que possibilita registrar artefatos e mesmo as interações entre integrantes de forma mais espontânea.

Apresentação em Slides

Trabalho Final

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Relatório da Avaliação da Interface do Portal UFS

janeiro 17, 2010

Hum… Segundo post do ano. Este trabalho foi desenvolvido durante as aulas de Interface Humano Computador, matéria interessante, que busca facilitar a compreensão dos usuários em relação à aplicação. Pois como dizia o professor desta disciplina, relembrar é mais fácil que reaprender, e devido a isto temos que nos preocupar em reduzir ao máximo a carga mental destes usuários.
Para aplicar este conhecimento foi proposto a realização de avaliações de interfaces, no nosso caso o Portal da UFS, e identificar problemas e boas soluções referentes a usabilidade. Neste trabalho fomos um pouco além, avaliando também os padrões Web e a acessibilidade.

Resumo

Este artigo, elaborado como forma de avaliação da matéria Interface Humano Computador, tem como objetivo mostrar como foi realizada a avaliação da interface do Portal UFS e seus principais resultados, seguindo os princípios de usabilidade, padrões Web e acessibilidade.

Apresentação em Slides

Trabalho Final

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Tecnologias de Informação e Comunicação no Suporte aos Sistemas de Informação na Visão Hierárquica Informacional DIKW

janeiro 12, 2010

É, depois de algum tempo, muito tempo, volto a postar algum material novo. Este trabalho foi desenvolvido durante as aulas de Sistemas de Informação da graduação, juntamente com Diego Armando e Roberto Pizzi. Organizar esse material de uma forma clara e com significado, buscando harmonizar as dezenas de tecnologias, exigiu muito esforço de todos do grupo, mas, no fim, acredito que foi um bom trabalho.

Resumo

Tornou-se conhecimento de que a informação é um dos bens mais valiosos – se não o mais valioso – de uma organização, embora desde tempos imemoriáveis o ser humano já tenha ciência de que “conhecimento é poder”. Este documento busca ilustrar o uso de sistemas de informação para a ascensão ao conhecimento, através das tranformações dos insumos, dado e informação, para melhorar a qualidade da organização como um todo.

Apresentação em Slides

Trabalho Final

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Projeto de Pesquisa e as Primeiras Apresentações

setembro 19, 2009

Quando iniciei meus estudos na universidade, comecei a gostar da área acadêmica, de pesquisar e lecionar. Sempre que eu ia perguntar a algum professor como faria para entrar nesta área, eles falavam que era interessante entrar em uma iniciação científica para entender como se dá o processo de pesquisa, e também, ganhar alguns pontos para seleção de mestrado, de acordo com a universidade pretendida.

Depois de muito esforço, tentando adiantar o curso e conciliar os estudos com o trabalho, consegui entrar em um grupo de pesquisa, e sinceramente, estou muito feliz por isto. O meu projeto de pesquisa tem como tema: Computação inteligente no desenvolvimento de serviços Web de suporte às atividades acadêmicas e administrativas da UFS. E como plano de trabalho: Serviço Web para geração otimizada da grade horários de disciplinas de um curso universitário.

Já ocorreram alguns reuniários, mistura de reunião com seminário [definição dada pelo meu orientador] =D, e disponibilizarei, aqui, os slides. Nas próximas vezes as apresentações estarão aqui assim que forem ocorrendo.

Apresentação em Slides – (28/08/2009)

Apresentação em Slides – (04/09/2009)

Boa semana para todos e até o próximo post.

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Tipos de chave do projeto conceitual de banco de dados

setembro 5, 2009

Quando estamos modelando uma entidade de um banco de dados temos que definir a chave primária. Esta é selecionada dentre um conjunto de chaves candidatas, que são identificadas através das super-chaves. Sem contar também que temos chaves estrangeiras que vem de outras entidades.

Estes diversos conceitos sobre chaves acabam confundindo a cabeça de quem está começando a trabalhar nesta área, e até mesmos os veteranos, que por trabalharem a muito tempo, acabam abstraindo estes conhecimentos básicos. Para esclarecer esta confusão será conceituado e exemplificado os tipos de chave.

Conceitos

Super-chaves: é um conjunto de atributos que podem identificar como único um registro da tabela.

Chave candidata: são as possíveis chaves encontradas com menos atributos dentre as super-chaves.

Chave primária: é a chave escolhida, de acordo com o contexto, dentre as chaves candidatas que irá identificar como único o registro da tabela.

Chave estrangeira: é a chave primária de outra entidade que faz parte dos atributos da entidade que está sendo modelada.

Exemplo

Entidade: Estudante(Matricula, Nome, RG)

Super-chaves: Matricula; RG; Matricula, Nome; Matricula, RG; RG, Nome; Matricula, Nome, RG.

Chaves candidatas: Matricula; RG

Chave primária: Matricula

Chave estrangeira: nesta situação não temos chave estrangeria, mas se quisermos relacionar a entidade estudante com uma entidade curso, por exemplo, a entidade estudante terá entre seus atributos a chave primária de curso. Assim criaremos um relacionamento entre as duas entidades.

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